Skip to main content

How do you measure economic success II

Follow up on my previous post on Argentina. One of the typical critiques is that the current government has run very large fiscal deficits, spending well beyond its means. Figure below (Ferreres numbers again) shows the primary (without financial payments) and nominal fiscal balances.
Yep, no primary deficits at all until 2009. In fact, no primary fiscal deficit since 1990. And the largest nominal deficit just before the crisis in 2001 was at around 2% of GDP. That is an incredible amount of fiscal restraint. Yes fiscal spending increased, which explains a good part of the boom, but higher income led to higher revenues, with the consequence that the fiscal results have not been unbalanced.

Comments

  1. Matias que que tu achas desse post:

    http://maovisivel.blogspot.com.br/2010/04/o-ataque-dos-sraffianos.html

    me parece uma critica rasa nao?

    ReplyDelete
    Replies
    1. O cara tá errado. O hiato do produto não tem efeito sobre a inflação. No Brasil a baixa inflação, apesar do paleo-liberalismo, é resultado de um salário médio estagnado (ou nos melhores anos com taxas de crescimento baixas) e o cambio valorizado. E pelo que entendo esse cara agora tá preocupado com a inflação no Brasil, e acha que vamos crescer com mais reformas, ou seja liberalização, embora nosso crescimento com processos de liberalização tenham sido pífios. Não é sério.

      Delete
  2. aham o pessoal da UFRJ em geral é contra a politica de desvalorizaçao cambial..
    minha interpretação é algo como - cambio desvalrizado - alta elasticidade inflacionaria, ja que é de custos e como vimos nesse ano - salario real diminui - diminui a demanda - baixo crescimento.. como para manter o cambio desvalorizado e o juros tem de estar mais baixo - sobra para a politica fiscal que foi um fator de alavancagem no 2do governo lula

    ou seja para nao mexer no cambio e se preocupar com a desindustrialização a resposta é a substituiçao de importações e encomendas do governo de "promessas de compra"

    é por aí ?

    ReplyDelete
    Replies
    1. Mais do que contra o que o pessoal é, eu diria, é menos entusiasta com a idéia de que a desvalorização é uma panacéia. Desvalorização reduz salários e é inflacionaria, e não necessariamente leva ao crescimento, embora proteja indústria doméstica. E ISI é necessária também.

      Delete
  3. A Professora Stephanie Kelton já apresentou o Brasil dos últimos dois anos como demonstração da ineficácia da politíca monetária para estimular o crescimento. Ela parece estar certa nesta análise, não?

    E tem economistas falando que câmbio alto até que era positivo, pois permitia às empresas importar bens de equipamento a baixo preço em reais, o que apoiaria aumento da produtividade.

    Se possível, gostaria muito de saber a opinião do Prof. Vernengo sobre estes dois pontos polêmicos.

    ReplyDelete
    Replies
    1. A política monetária nem sempre é irrelevante. Até porque uma taxa de juros baixa para os títulos públicos permite a expansão fiscal em base mais segura. Mas no geral a política monetária é como empurrar com uma corda, como diria o Eccles. Se não houver demanda por crédito o banco central não pode inventá-la. E sim, bens de capital importados são importantes, seria a resposta curta. Embora a produtividade seja endógena e dependa do crescimento da demanda. Melhor mesmo é produzir os bens de capital.

      Delete
  4. O post é sobre a Argentina, em inglês, mas os comentários são todos em português. Globalização suponho.

    ReplyDelete
  5. Let's switch to English, then?

    Concerning the effects of monetary policy, I always remember that passage from the Macroeconomics textbook by Baumol and Blinder (in the Canadian edition, partially re-written by Lavoie and Seccareccia) where it is stated that (page 176):

    "...statistical studies...show that interest rates have little effect on aggregate consumption in most countries".

    Later in the book they point out that the most immediate impact of changes in real interest rates is likely to be on residential investment.

    I don't think any other introductory textbook puts it in such blunt (and realistic) terms - as skeptical as your Marriner Eccles quote.

    Maybe people in the upper echelons of Brasilia, disappointed by the recent economic data, should take some time to read those texts?

    ReplyDelete
  6. (vai em espanhol então.. pra ficar mais compativel com a noticia )

    Vos pensas que el hiato del producto no genera inflacion en todos los casos o en Brasil particularmente. En Argentina es de costos o que? Nunca entendi o intente informarme acerca de la inflacion argentina.. saludos

    ReplyDelete

Post a Comment

Popular posts from this blog

What is the 'Classical Dichotomy'?

A few brief comments on Brexit and the postmortem of the European Union

Another end of the world is possible
There will be a lot of postmortems for the European Union (EU) after Brexit. Many will suggest that this was a victory against the neoliberal policies of the European Union. See, for example, the first three paragraphs of Paul Mason's column here. And it is true, large contingents of working class people, that have suffered with 'free-market' economics, voted for leaving the union. The union, rightly or wrongly, has been seen as undemocratic and responsible for the economics woes of Europe.

The problem is that while it is true that the EU leaders have been part of the problem and have pursued the neoliberal policies within the framework of the union, sometimes with treaties like the Fiscal Compact, it is far from clear that Brexit and the possible demise of the union, if the fever spreads to France, Germany and other countries with their populations demanding their own referenda, will lead to the abandonment of neoliberal policies. Aust…

A brief note on Venezuela and the turn to the right in Latin America

So besides the coup in Brazil (which was all but confirmed by the last revelations, if you had any doubts), and the electoral victory of Macri in Argentina, the crisis in Venezuela is reaching a critical level, and it would not be surprising if the Maduro administration is recalled, even though right now the referendum is not scheduled yet.

The economy in Venezuela has collapsed (GDP has fallen by about 14% or so in the last two years), inflation has accelerated (to three digit levels; 450% or so according to the IMF), there are shortages of essential goods, recurrent energy blackouts, and all of these aggravated by persistent violence. Contrary to what the press suggests, these events are not new or specific to left of center governments. Similar events occurred in the late 1980s, in the infamous Caracazo, when the fall in oil prices caused an external crisis, inflation, and food shortages, which eventually, after the announcement of a neoliberal economic package that included the i…